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13 setembro 2007

Onde o risco do Brasil é maior?

A The Economist faz um ranking, por país, do risco, dividindo sua análise em tópicos. Para o Brasil os pontos positivos são o risco de estabilidade política (nota B, 25o. lugar), o risco macroeconômico (B, 40o. lugar, com melhoria em relação a penúltima pesquisa) e o risco vinculado ao comércio exterior (B, 32o. lugar).

Os problemas do Brasil? Risco de efetividade do governo (nota D, 68o. lugar), da política de impostos (D, 63o. lugar) e da infra-estrutura (nota D, 63o. lugar).

Coerente.

Adoção do IFRS nos Estados Unidos

Apesar do apoio do FASB, a adoção da IFRS (normas internacionais de contabilidade propostas pelo Iasb) nos Estados Unidos pode ser reduzida. Esta informação consta de uma reportagem de 12/09/2007 (Only 9% of US companies keen to adopt IFRS - survey, de Jennifer Hughes, Financial Times, London Ed1, Page 27), baseada numa pesquisa da Duke University e da CFO Magazine. 70% das empresas dos Estados Unidos dizem que provavelmente não adotarão os padrões do Iasb e somente 9% responderam afirmativamente. Uma possível justificativa do baixo índice de resposta talvez seja a falta de familiaridade com o IFRS.

A nova imprensa

A internet está mudando também a nossa relação com as notícias, comenta Aline Van Duyn, no Financial Times (Web users diverge from traditional news agenda, 12/09/2007,
London Ed1, Page 14).

Van Duyn cita uma pesquisa comparou a cobertura de notícias na semana de 24 de junho a 29 de junho de 2007 das "mainstream news" com a dos usuários dos sítios Digg, Del.icio.us e Reddit, onde não existe editores e os usuários decidem o que é mais importante e interessante. A coincidência é reduzida.

Naquele período, a notícia mais divulgada na "imprensa tradicional" era sobre um debate no congresso norte-americano sobre imigração (cerca de 10% do total). Mas nos sítios sem editores esta questão apareceu de forma discreta.

Risco operacional

Adoção de controles internos deve movimentar mais de US$ 1 bi em soluções de TI. A redução do risco operacional na gestão das empresas, decorrente da adoção de praticas de transparência e sustentabilidade - fundamentais hoje em dia para manter a competitividade no mercado consumidor e na captação de recursos - criou mais um nicho de mercado dentro da tecnologia da informação (TI), as metodologias de gestão da informação.

(...) O risco operacional interfere diretamente na gestão das companhias. "Quando uma empresa traça uma meta para sua receita anual terá mais chances de atingi-la se souber a que riscos está exposta para agir preventivamente", afirma Tapajós. Esses riscos podem ser de várias naturezas, como uma greve, uma alta dos juros, mudanças no cambio, na legislação, paralisação de máquinas.

(...) O Coso permite implementar as melhores práticas de gestão de risco e a estrutura de controles internos. Já o Cobit permite a melhoria contínua do processo utilizado para identificar e avaliar controles, e mitigar riscos, acrescenta o consultor.

(...) O Coso é um guia para as melhores práticas de gestão de risco corporativos, que abrange também controle interno. É recomendado pela SEC (Securities and Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais americano), para implementação da Sarbanes-Oxley (Sox), a mais exigente lei de governança em vigor no mundo. O Coso pode ser utilizado ainda para atender o acordo de Basiléia II.


Metodologias de gestão de risco em alta no mercado
Gazeta Mercantil - Finanças & Mercados - Pág. 4 - Lucia Rebouças

Frase


O macarrão viajou da China ao Oriente Médio pela Rota da Seda, um século antes de Cristo, enquanto o vinho fazia o percurso inverso. Existe melhor combinação que macarrão e vinho para ilustrar os benefícios do comércio?


Acorda Brasil! - Valor Econômico - 13/09/2007

12 setembro 2007

Rir é o melhor remédio



"Vou contar a você o que 9 de setembro significa"

Fonte: Slate

A Revolução Contábil

A contabilidade tem sido constantemente considerada uma área conservadora. Os contadores são conservadores, talvez pela busca pela retidão, pelo que diz as regras e a ciência. Mas talvez hoje esta idéia seja equivocada. Talvez sejamos revolucionários, como chamou a atenção Jennifer Hughes, numa reportagem do Financial Times (Blueprint of change fosters revolution, 10/09/2007). A adoção das normas internacionais, que representam um grupo de normas focada no investidor, traz uma mudança brusca para alguns países, como a França e a Alemanha, países citados na reportagem. Imagine no Brasil. Em outro texto, a mesma Jennifer Hughes, também no mesmo Financial Times (Fast adoption raises hopes of happy families, 10/09/2007) chama atenção para rapidez com que as regras do Iasb têm sido adotadas por diversos países (seriam agora mais de cem países no momento, incluindo líderes). Finalmente, Bruce destaca a questão das pequenas empresas neste processo. Todos os artigos estão reproduzidos a seguir.