O resumo tem uma conclusão surpreendente:
Encontro evidências em 167 dos 193 países membros da ONU de que os jovens apresentam níveis mais baixos de bem-estar do que os grupos etários mais velhos, com base em dados autorrelatados coletados na internet a partir das pesquisas globais Global Minds realizadas entre 2020 e 2024, utilizando sua medida MHQ. Descobrimos que as evidências sobre a saúde mental dos jovens diferem quando se utilizam respostas autorrelatadas e coletadas via internet, em comparação com aquelas obtidas por meio de entrevistadores, seja presencialmente ou por telefone. Nossa análise dos Estados Unidos, baseada em 14 pesquisas realizadas por meio dos três métodos, mostrou consistentemente que os jovens tinham o menor nível de bem-estar entre todas as faixas etárias. A evidência de um bem-estar relativamente baixo entre os jovens nos quatro principais levantamentos europeus foi mais forte nas pesquisas baseadas na internet e quando variáveis de afeto negativo foram consideradas, em vez de satisfação com a vida e felicidade. No levantamento EU Loneliness Survey de 2022, realizado via internet, os jovens foram significativamente mais solitários e infelizes do que todas as outras faixas etárias em 26 dos 27 países membros da União Europeia. Também analisamos a pesquisa Global Flourishing de 2022-2024 em 22 países, que utilizou tanto entrevistas telefônicas quanto levantamentos via internet. Os resultados mostraram um aumento do bem-estar com a idade nas pesquisas online, enquanto as pesquisas telefônicas indicaram um declínio do bem-estar com o avanço da idade. O método de coleta e o tipo de pergunta utilizada fazem diferença. Os jovens estão enfrentando uma crise global de saúde mental, especialmente evidente nos dados autorrelatados. Isso é um fenômeno novo.
A amostra brasileira é bem expressiva.