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27 agosto 2026

Mortes violentas no Brasil

 

Fonte: aqui

Parece promissor, mas 19 homicídios por 100 mil habitantes é cinco vezes dos Estados Unidos. Em termos históricos, e conforme O Otimista Racional, p93, o valor atual atingido pelo Brasil é o mesmo que existia na Europa em 1550. 

Talvez fosse interessante verificar se há uma relação com os gastos públicos em segurança, mas algo precisa ser feito ainda. 

Disfluência da fala gerencial


 Eis o resumo:

Com base na literatura que demonstra que a disfluência da fala transmite informações sobre a incerteza do falante, criamos uma medida de incerteza da empresa com base na disfluência da fala gerencial em teleconferências sobre resultados e examinamos seu impacto sobre os analistas. Mostramos que, quando os gestores exibem maior disfluência (que denominamos “incerteza acústica gerencial”) em suas respostas às perguntas dos analistas, a dispersão das previsões dos analistas aumenta, mesmo após considerar as características da linguagem utilizada por gestores e analistas. Além disso, constatamos que a associação positiva entre incerteza acústica e dispersão das previsões dos analistas se concentra em teleconferências nas quais as respostas gerenciais exibem maior especificidade e informações prospectivas, e para empresas com notícias de resultados mais negativas e ambientes de informação mais fracos. Nossos resultados são consistentes com a incerteza expressa nas características acústicas da fala gerencial que afetam os participantes do mercado e sugerem que nossa medida captura um aspecto único da incerteza da empresa.

The Sound of Uncertainty: Examining Managerial Acoustic Uncertainty in Conference Calls - Journal of Accounting and Economics (forthcoming) - Daniela De la Parra e John Gallemore

Imagem aqui

Rir é o melhor remédio

 

Fonte: /reddit/accounting

26 agosto 2026

Usando IA para fazer previsões na contabilidade

Scott Alexander é um articulista influente e que vale a pena acompanhar e ler. Em julho, ele publicou um texto questionando se os sistemas de inteligência artificial seriam capazes de fazer previsões tão boas quanto os melhores humanos. Alexander não está falando de GPT ou Claude, mas de um modelo de IA que foca no processo preditivo. E esse modelo é raro e não está acessível gratuitamente.


Em torneios preditivos, como os da Metaculus, os melhores humanos ainda possuem pontuações superiores às dos sistemas especializados, mas a diferença é relativamente pequena e podemos dizer que haveria um empate nessa disputa, embora ele acredite que a IA vença em finanças, além de ter uma vantagem em rapidez e custo. E isso pode permitir que os produtos de previsões sejam incorporados pelas empresas e governos nas suas atividades rotineiras.

A questão de modelos de previsão de IA poderem ultrapassar os seres humanos merece uma ressalva, já que parte desse desempenho ocorre em itens bem definidos, verificáveis e de curto prazo. Não temos ainda evidências de que sejam bons em questões abertas, de longo prazo e com situações complexas. Mas só o fato de que uma IA consiga chegar próximo, nas suas previsões, aos melhores humanos, com baixo custo e uma escala quase que ilimitada, já traz consequências enormes, segundo Alexander.

Foquemos na contabilidade. Parte dela depende de previsões, como o tempo de vida útil de um carro elétrico ou a chance de recebimento de um valor devido por outra entidade. O profissional que lida com isso precisa de modelos preditivos ou então confiar em regras, em um argumento de autoridade, na palavra do fabricante ou em regras simplórias. A existência de modelos de inteligência artificial pode facilitar muito esse tipo de trabalho. Mas muitas das atividades da contabilidade que exigem previsão não possuem um histórico de informações suficiente para construir um modelo de decisão para uma inteligência artificial. Ou não possuem o feedback necessário para calibrar o processo. Talvez o impacto da IA fazendo previsões seja residual na contabilidade, mas pode ser um prenúncio para melhorar as previsões. Quem saberia dizer se essa previsão é adequada?

25 agosto 2026

Hayek na UnB

Este artigo examina as visitas de Friedrich Hayek ao Brasil durante a ditadura militar, contrastando-as com suas experiências no Chile e na Argentina. Fontes primárias, incluindo correspondências e registros jornalísticos, são utilizadas para reconstruir as atividades de Hayek no Brasil e analisar a fria recepção que ele recebeu das autoridades governamentais. O artigo argumenta que, diferentemente do Chile e da Argentina, onde Hayek foi recebido por altos funcionários e suas ideias foram utilizadas para apoiar políticas econômicas, no Brasil sua presença foi ignorada pelo governo. Os autores atribuem essa diferença à estratégia de desenvolvimento nacional adotada pelo regime militar brasileiro, que favorecia uma forte intervenção estatal na economia. O artigo conclui que a utilidade de economistas renomados para regimes autoritários depende da compatibilidade de suas ideias com as políticas econômicas vigentes. As viagens dos economistas devem ser compreendidas não apenas pela perspectiva da oferta, ou seja, sua motivação para conhecer e influenciar o mundo, mas também pela demanda por suas ideias por parte de grupos ligados ao governo.


O texto completo pode ser encontrado aqui

O seminário planejado em Brasília não aconteceu, o que representa um forte contraste com as viagens de Hayek ao Chile e à Argentina. Enquanto nesses países ele foi recebido por seus mais altos líderes, na capital brasileira as maiores autoridades que encontrou foram José Carlos Azevedo, reitor da Universidade de Brasília (UnB), e diversos chefes de departamento.Ele chegou a visitar o Congresso Nacional, mas a recepção foi constrangedora. Um jornal local destacou o contraste entre a recepção festiva dada à atriz holandesa Sylvia Kristel, estrela do filme Emmanuelle, e a dada ao ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1974 ( Correio Braziliense , 3 de dezembro de 1977).

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Hayek foi então a Brasília para ministrar dois seminários; o conteúdo de um deles, juntamente com a sessão de perguntas e respostas conduzida por Maksoud, foi publicado em Hayek 1981. Mais uma vez, Hayek encontrou-se com José Carlos Azevedo, que ainda era reitor da UnB. Azevedo tentou intermediar um encontro entre Hayek e Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil. Ele enviou uma mensagem a Heitor Ferreira, secretário de Golbery, em 5 de maio de 1981, informando-o da chegada de Hayek à capital e afirmando: “Se o senhor ou o Ministro Golbery estiverem interessados ​​em encontrá-lo, digam-me o que devo fazer”. Heitor encaminhou a mensagem a Golbery, que respondeu: “Heitor, acho que valeria a pena encontrá-lo. Infelizmente, não tenho tempo. Consulte minha agenda”

Era estudante na UnB nessa época e a universidade promovia grandes palestras com pessoas relevantes da ciência mundial. Mais sobre Hayek aqui e aqui

Trabalhe mais


De um depoimento dado pelo CEO da PwC

Os colaboradores podem sair do trabalho na sexta-feira, aproveitar o fim de semana e voltar na segunda-feira. Ou podem dedicar um tempo nos fins de semana para pesquisar e entender melhor um problema, de modo a chegarem mais bem preparados na segunda-feira.

Essa pessoa realiza o trabalho extra por curiosidade, não porque lhe pediram para fazê-lo, afirmou o sócio sênior e CEO nos EUA.

“Na segunda-feira, os dois voltam, e você sabe o que acontece”, disse Griggs. “A pessoa que fez a pesquisa aprende as coisas um pouco mais rápido. E o que acontece então? Essa pessoa acaba com mais trabalho”, completou Griggs.

Educativo. 

24 agosto 2026

Custo para ir ao espaço

 ... que o custo médio de envio de um quilograma para a órbita caiu de 87.023 USD em 1960 para 3.868 USD em 2025. Usando a estrutura da Lei de Wright, estimamos que, para cada duplicação da carga útil cumulativa enviada para a órbita, o custo médio de envio de um quilograma para a órbita diminui em 21,2%...

Isso é economia de escala na prática. O texto original está aqui. Mas foi no Managerial Economics que li esse trecho. Eis o gráfico