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29 março 2026

Origens da Escola de Comércio de São Paulo


Eis o resumo:

O artigo examina as relações institucionais entre a Faculdade de Direito de São Paulo (FDSP) e a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) entre 1902 e 1932, duas instituições de destaque localizadas no Largo de São Francisco, em São Paulo. A pesquisa é relevante em função da importância histórica de ambas as entidades para o desenvolvimento local, regional e nacional, especialmente no início do século XX, período caracterizado pelo crescimento da produção cafeeira e pela transformação econômica, política e social de São Paulo. O objetivo central do estudo é reconstituir as conexões institucionais entre FDSP e FECAP, com ênfase nas interações entre seus professores, funcionários e alunos. Para isso, realizamos uma análise documental baseada em fontes primárias, como arquivos e periódicos da época, além de fontes secundárias, como obras comemorativas e bibliografia especializada. Como resultado, apontamos que após três décadas de funcionamento, as relações consolidaram-se não apenas pela proximidade geográfica, mas também pelo crescente vínculo entre as duas instituições. 

AS RELAÇÕES ENTRE A FACULDADE DE DIREITO DE SÃO PAULO E A FUNDAÇÃO ESCOLA DE COMÉRCIO ÁLVARES PENTEADO (1902-1932) -
ARIEL ENGEL PESSO

É importante que o curso da Fecap foi um dos pioneiros. O texto que a criação da Escola de Comércio, em 1902, estava voltada para negócios do setor cafeeiro, enquanto a Faculdade de Direito formava para o Estado. 


Vários professores da Faculdade de Direito participaram a criação da Escola de Comércio. Existia até uma proximidade física dos prédios, além de disciplinas iguais para ambos os cursos. Para completar, mesmos professores trabalharam em ambas instituições. 

Frase

 

Fonte: Estado de S Paulo, 29 de março de 2026

GPS de aplicativo de corrida revelou a posição de um porta-aviões francês


Vários exércitos do mundo proíbem que militares que estejam em bases secretas ou em missões utilizem aplicativos de saúde com GPS ativado. A razão é que os dados podem revelar a localização do militar.

Parece uma norma que deveria ser amplamente divulgada, mas não na Marinha Francesa. Um oficial francês registrou uma corrida no meio do Mediterrâneo. Ele estava no porta-aviões Charles de Gaulle, a 100 km da costa da Turquia, com seu GPS ativado. 

Nem sempre evidenciação é algo desejável.  

28 março 2026

Reino Unido e novas normas


Quando ocorreu o Brexit, a saída dos britânicos da Comunidade Europeia, o fato provocou um dilema sobre a adoção de normas internacionais: antes, a decisão da Comunidade era adotada imediatamente; agora, tornou-se necessário adotar um procedimento para que isso ocorresse.

E, logo depois, alguns escândalos contábeis, como Carillion, pioraram a situação. O tema chegou ao Legislativo e iniciou-se um caminho longo para mudar o processo de regulação contábil. Isso contemplava, inclusive, a possibilidade de quebrar o oligopólio das empresas de auditoria.

As promessas de mudanças ficaram em banho-maria e parece que nada irá acontecer de novo nos próximos anos. Enquanto isso, a estrutura antiga continua a trabalhar. A entidade-chave no processo, o Financial Reporting Council, acabou de alterar normas contábeis, numeradas como FRS 102 e 105, com mudanças para um futuro próximo.

As normas estão baseadas nas normas internacionais, divulgadas pelo International Accounting Standards Board, assim como ocorre em outros países. As mudanças irão contemplar o reconhecimento de receita, os arrendamentos, o valor justo e outros tópicos — todos assuntos tratados recentemente pelo normatizador, que, por coincidência, tem sede administrativa em Londres.

Inspirado aqui 

Terceirizando a decisão para uma IA

(...) Conforme detalhado em um novo artigo, o pesquisador de pós-doutorado da Universidade da Pensilvânia Steven Shaw e o professor de marketing Gideon Nave descobriram que, em uma série de experimentos, os usuários tendiam a aceitar as respostas do ChatGPT sem questionamento, mesmo quando estavam incorretas.

Ao longo de uma série de experimentos, os participantes foram solicitados a responder a uma variedade de perguntas baseadas em raciocínio e conhecimento. Apesar de o uso do ChatGPT ser opcional, mais de 50 por cento deles optaram por utilizar o chatbot para responder às perguntas.

Os pesquisadores estavam testando uma teoria central: se os usuários estariam dispostos a acreditar no que a IA lhes dizia independentemente da precisão, no que denominaram uma “rendição cognitiva”, que efetivamente sobrepunha sua intuição e seu processo de deliberação.

No experimento mais marcante, envolvendo 359 participantes, os participantes seguiram o conselho correto da IA em 92,7 por cento das vezes — e, ainda assim, em expressivos 79,8 por cento das vezes quando a IA forneceu a resposta errada.

“Embora as taxas de sobreposição tenham sido substancialmente mais altas nos testes com IA falha do que nos testes com IA precisa, os participantes seguiram recomendações incorretas da IA em aproximadamente quatro de cada cinco interações com o chatbot”, escreveram os pesquisadores.


A pesquisa aponta para uma mudança muito mais ampla na forma como percebemos o mundo ao nosso redor e em como estamos permitindo que a IA influencie a maneira como tomamos decisões.

“Nós sentimos que a capacidade de realmente terceirizar o pensamento ainda não havia sido propriamente estudada. É uma ideia, de certa forma, profunda”, disse Shaw durante uma participação em um podcast da UPenn no mês passado. “Eu diria que é um pouco provocativa, no artigo, a ideia de que, com essas ferramentas de IA disponíveis, elas estão tão enraizadas em nossas vidas cotidianas e nos processos de decisão que agora temos a opção ou a capacidade de terceirizar o próprio pensamento.”

Os resultados sugerem que os usuários estão dispostos a abrir mão de sua própria agência quando a IA lhes apresenta direções falsas, porém plausíveis.
“Observamos que, mesmo quando a rendição cognitiva é ativada, as pessoas adotam essas respostas e ficam mais confiantes nelas”, explicou Shaw durante o episódio do podcast.

Os experimentos também sugerem que podemos estar perdendo nossa capacidade de nos engajar criticamente com a informação, algo que pesquisas anteriores também já haviam identificado.

“A capacidade de pensar criticamente, a capacidade de verificar o que a IA está fornecendo, tornou-se cada vez mais importante ao longo do tempo”, disse Nave. “Isso é uma espécie de músculo que temos, e esperamos não perdê-lo com o tempo.”

Fonte: aqui 

Data center e Aumento na Temperatura


Um novo preprint de pesquisadores de Cambridge, NTU e NUS utiliza medições por satélite das temperaturas próximas a locais de hyperscalers de IA em todo o mundo e encontra um efeito consistente e acentuado: dentro de um mês após a entrada em operação de um data center, as temperaturas da superfície terrestre na área ao redor aumentam, em média, 2°C — e permanecem nesse nível. A variação entre as instalações vai de 0,3°C a 9,1°C. O efeito de ilha de calor se estende por até 10 km a partir da instalação e permanece acima de 1°C até uma distância de 4,5 km.

Fonte; aqui

27 março 2026

Executivos dizem mais Inteligência Artificial do que Lucro

Que IA é o tema do momento, todos sabemos. O gráfico é mais uma comprovação disso. Conforme informação da Bloomberg, nas apresentações dos resultados, a tecnologia com duas letras, de inteligência artificial, tem sido hoje mais pronunciada que "lucro".